Reforma tributária muda rotina de quem importa




A entrada da Reforma Tributária do Consumo começa a impactar diretamente a rotina das empresas importadoras no Brasil. A implementação da CBS e do IBS exigirá revisão de sistemas fiscais, documentos, classificação de mercadorias, formação de preços e processos ligados ao comércio exterior.

Segundo a Receita Federal, 2026 será o ano-teste da nova tributação, com alíquotas iniciais de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, dentro da fase de transição que seguirá até 2033.

Além das mudanças tributárias, o setor também enfrenta transformações operacionais importantes, como a migração da Declaração de Importação (DI) para a DUIMP, ampliando a necessidade de integração entre áreas fiscal, logística, contábil e aduaneira.

A Feaduaneiros destaca que a falta de preparação pode gerar atrasos, aumento de custos e perda de competitividade. Para a entidade, o despachante aduaneiro passa a ter papel ainda mais estratégico na adaptação das empresas às novas exigências fiscais e operacionais.

De acordo com o presidente da Feaduaneiros, José Carlos Raposo Barbosa, a reforma vai além da mudança de impostos e exige planejamento técnico, revisão de processos e alinhamento entre equipes e sistemas para garantir conformidade e eficiência nas operações de importação.

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